sexta-feira, 29 de maio de 2009


Hoje conheci um cidadão que faz oposição num partido da oposição. E num partido que nem a longo prazo, eventualmente, poderá vislumbrar alguma hipótese de conquistar o poder. A sua influência social e política, portanto, é muito ténue. A questão que me coloco a mim próprio é se este cidadão, agora meu conhecido, terá algum futuro na política. Ou é mera participação cívica? Ou abstenho-me de pensar nisto e pura e simplesmente reconheço que cada um faz aquilo que lhe dá gozo fazer? Mas, neste caso, qual o gozo? Assumir-se como alternativa no ‘seu’ partido? Concordo que as intenções de voto podem mudar da noite para o dia, enfim, uma atitude radical pode acontecer, os cidadãos votantes podem fartar-se dos mesmíssimos partidos que habitualmente recolhem as migalhas do poder! Neste caso, é quase como sair-nos o prémio da lotaria sem estarmos à espera. Pode ser isso que o move...

2 comentários:

Luísa disse...

Flip, depende do pequeno partido que for. Uns são mais alinhados do que outros. E os alinhados têm quase a mesma influência no mundo que rodeia e parasita a política do que os grandes. Mas admito que haja pessoas (raras) para quem o chamamento político decorra de um genuíno interesse por certas «causas» nobres. :-)

Flip disse...

é isso mesmo Luísa, um chamamento forte pela causa pública, gente altruísta e que vive abnegadamente, eis o que move 99,99% dos 'nossos' políticos e aprendizes de políticos...isto para não faalr nos tutti-fruti, camaleões e muda-sasacas, entre outros, uma 'fauna' que vai medrando por aí...e nós a vê-los, de camarote, pena que não tenhamos ainda veto
:-)