segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

nestes dias cinzentos,
em que o sol é impedido de brilhar,
vale-me a lembrança da ternura do teu olhar
e a malícia inclemente que leio no teu sorriso
para a minha alma se alegrar
num rodopio sem juízo.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Con toda palabra
Con toda sonrisa
Con toda mirada
Con toda caricia

Me acerco al agua
Bebiendo tu beso
La luz de tu cara
La luz de tu cuerpo

Es ruego el quererte
Es canto de mudo
Mirada de ciego
Secreto desnudo

Me entrego a tus brazos
Con miedo y con calma
Y un ruego en la boca
Y un ruego en el alma

Con toda palabra
Con toda sonrisa
Con toda mirada
Con toda caricia

Me acerco al fuego
Que todo lo quema
La luz de tu cara
La luz de tu cuerpo

Es ruego el quererte
Es canto de mudo
Mirada de ciego
Secreto desnudo

Me entrego a tus brazos
Con miedo y con calma
Y un ruego en la boca
Y un ruego en el alma

Sobre Lhasa de Sela:
"Ela é triste. Tem uma voz invulgar e uma vida que dava um filme. Foi assim que o jornalista Carlos Vaz Marques definiu Lhasa de Sela quando a entrevistou em Janeiro de 2005.

Quando foi convidada do programa Pessoal&Transmissível, Lhasa de Sela explicou aos ouvintes da TSF que luz e contentamento descobria nas canções tristes.

Lhasa de Sela nasceu no Estado de Nova Iorque, mas tem ascêndencia de um lado mexicana e do outro americano-judeu-libanesa.

Passou uma infância não convencional, percorrendo os Estados Unidos e o México, onde o pai, professor, espalhava os seus conhecimentos, juntamente com a mãe que era fotógrafa e três irmãs.

Lhasa de Sela ainda entrou no novo ano, mas morreu no seu domicílio em Montréal, onde vivia há vários anos, no dia 1 de Janeiro pouco antes da meia-noite." (na tsf)

A minha homenagem.

hoje começou o CAN 2010 e a cerimónia de abertura do campeonato revelou-se uma bela surpresa, muito bem conseguida, esperemos que tudo corra bem, bastou a desgraça do atentado em Cabinda contra a selecção do Togo.
E no jogo inaugural, depois de Angola estar a ganhar por 4-0 permitiu o empate, falta de concentração face ao resultado dilatado e algum excesso de confiança resultou numa igualdade, nada está perdido, a vitória é certa. tamos juntos Angola.
inverno acentuado na praia da Poça, Estoril - foto flipvinagre
Lê-se hoje no "CM":

"Parlamento

Deputados em funções a part-time

Dois terços dos parlamentares acumulam a actividade com funções em empresas, universidades e autarquias.

Saiba mais sobre as funções dos deputados na edição de hoje do jornal 'Correio da Manhã'. ".

Que eu saiba, quando votei, não fui esclarecido deste pormenor, de que votaria em 'alguém' que só poderia representar-me em part-time, vejo que fui ludibriado. Além disso, como é que esse 'alguém' que me representa pode, de forma competente, interessada e empenhadamente, satisfazer os meus interesses legítimos e reivindicações enquanto cidadão? Há aqui falta de qualquer coisa...continuo desiludido, a caminho do total desprezo pelo desinteresse desta república.

sábado, 9 de janeiro de 2010

sem comentários... :-)



Porque rir é o melhor remédio:

"O professor virou-se e viu que a Sandrinha não estava escrevendo. Todos na aula copiavam o que o professor tinha escrito no quadro negro, menos a Sandrinha. A Sandrinha estava dobrando e alisando um pedaço de papel.
- Dona Sandra, o que é que a senhora está fazendo? - perguntou o professor.
- Um aviãozinho, professor.
- Dona Sandra, eu pedi para copiarem o que eu estou escrevendo no quadro negro sobre a teoria da incerteza de Heisenberg.
- Eu sei, professor. Mas eu estou preparando uma experiência prática sobre o mesmo assunto.
- Nossa aula hoje é sobre física quântica, dona Sandra.
- A minha experiência também.
O professor tinha desenvolvido uma táctica para lidar com a Sandrinha. Para não explodir, contava até três. Desta vez, contou até seis. Depois perguntou:
- E o que é que a sua experiência tem a ver com o princípio da incerteza de Heisenberg, dona Sandra?
- Quando o aviãozinho ficar pronto, vou atirar para o alto, sem saber onde ele vai cair. Se bater em alguém, ou cair próximo de alguém, é a pessoa que eu vou namorar neste trimestre.
Por um momento, o único ruído ouvido na sala foi o do riso abafado. Desta vez, pensaram todos, a Sandrinha conseguiria. O professor perderia o controlo.
Atiraria a Sandrinha pela janela. Ou ele se atiraria pela janela. De qualquer maneira, haveria uma explosão. Mas o professor manteve o controlo, depois de contar até dez.
- E se cair perto de uma pessoa do sexo feminino, dona Sandra?
- Não tenho preconceito, professor.
- Só não entendi o que é que o seu aviãozinho tem a ver com a teoria de Heisenberg.
- A incerteza. Ninguém sabe onde ele vai cair.
- Não, dona Sandra. É muito mais complexo do que isso. É...
- A teoria não diz que a acção humana interfere na observação das partículas subatómicas? E que, por isso, a medição dos seus movimentos é sempre incerta? Pois eu posso direccionar o meu aviãozinho para um lado que me interessa. Ele vai dar voltas no ar, mas a sua trajectória não será inteiramente aleatória. A minha vontade vai influir no seu destino. Pronto. Uma aula prática, professor.
O professor fechou os olhos. Um, dois, três, quatro...
- Faça o que quiser, dona Sandra. Vou continuar dando a minha aula.
Voltou para o quadro negro e continuou a escrever. Dali a pouco, ouviu uma agitação nas suas costas. O aviãozinho da Sandrinha tinha descolado. Virou-se a tempo de receber o aviãozinho no peito. E ouvir a voz da Sandrinha:
- O senhor é casado, professor?"

Texto publicado na edição do Actual de 31 de Dezembro de 2009

cartoon de António no "Expresso" (Casamento gay: A visão de António). não tenho nada contra ou a favor dos casamentos gay, sou daqueles que quero ver as pessoas felizes, o resto pouco importa. Adiante. Mas já me importo com as condições subjacentes á aprovação de leis no parlamento, e aqui chamou-me a atenção a crónica do João Pereira Coutinho no CM, com a qual concordo:"Chega de histeria. Sócrates não dá liberdade de voto aos seus deputados na discussão do casamento gay? Abençoado seja. No meio da ignorância larvar, ele é o único que parece compreender o sistema eleitoral que nos rege.
Num país com círculos uninominais, capazes de responsabilizar cada deputado, seria legítimo esperar que, em matérias ‘fracturantes’, o tribuno votasse de acordo com os seus princípios e a sua inviolável consciência.
Acontece que Portugal não vive nesse patamar de civilização; vive com um sistema partidocrático em que os deputados servem apenas para encher as ‘listas’ a concurso. Em rigor, eles não são deputados; são figurantes. E, quando chegam ao hemiciclo, é natural que votem como o chefe manda porque foi o chefe, e não o ‘povo’, quem verdadeiramente os levou para lá.
Aliás, no nosso infantário parlamentar, o chefe não se limita a impor silêncios; ele pode, como se vê, conceder direito de ruído a cinco ou seis índios, para que brinquem no recreio com os outros cobóis. Quando o pai é tirano, há sempre filhos e enteados."
Ou seja, e como já é evidente, a partidocracia é a democracia de um único sujeito, que põe e dispõe as suas 'peças' consoante a música que quer que toque, e o povo continua a pactuar com este teatro, sendo alguns membros do povo eternos candidatos a fantoches ou marionetes, prestam-se a isso. Personalidade é coisa que se hipoteca quando se adere a um partido, fica à porta, não se usa, apetece até invocar um paralelismo com aqueles contratos de adesão, as condições anulam o direito à individualidade, schiu, cala-te e está caladinho. Enfim, quem não tem uma 'enxada' para trabalhar ou é carreirista convicto, boy ou afilhado, tem que se sujeitar a 'isto'! Uma desilusão este estado de coisas, continuo a não merecer alegrias dos que elejo, continuo a ser vítima de uma democracia de fingimentos, uma democracia onde não se pode ter convicções, excepto as que outros impõem. Tenham paciência...
está em curso a actualização dos sinais de trânsito


há iniciativas que colhem desde logo o meu total e incondicional apoio. Este domingo vai ser o dia de mostrar as cuecas no metro. A revolta indiferente tomou conta de Lisboa. Portanto, amanhã Se vir alguém no metro sem calças, com ar descontraído a ler o jornal, não fique surpreendido. E vão aderir à iniciativa "No pants" mais de 38 cidades em todo o mundo, uma iniciativa que começou em Nova Iorque no Inverno gelado de 2001.
A uma hora combinada, várias pessoas despem as calças dentro de uma carruagem e passam para a seguinte como se nada fosse. "Ninguém vai andar sem calças à superfície", sublinha Francisco Belard, de 20 anos, organizador da iniciativa. No blogue improvlisboa.blogspot.com, Francisco acerta os pormenores do evento - que tem como ponto de encontro a Praça de Alvalade - e explica toda a indumentária, ou melhor, a falta dela, a quem quiser participar: "Nada de tangas ou fio dental: não tragas nada que mostre mais que um fato de banho. O objectivo é fazer as pessoas sorrir, não chateá-las."
Há um ano, na mesma data, dezenas de lisboetas despiram as calças no metro pela primeira vez. "Infelizmente havia demasiados fotógrafos e jornalistas", lamenta Francisco. Apesar do frio, em Nova Iorque participaram cerca de 1200 pessoas e o número tende a subir de ano para ano. "As autoridades de Nova Iorque já tratam isto como uma parada anual", explica. Em Lisboa, a polícia também acompanhou a viagem, mas não houve problemas. "Só algumas pessoas mais velhas disseram coisas como: 'Ai que pouca-vergonha!'". (no i).
A ver se compro umas boxers como a ocasião exige!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Eis uma medida que aplaudo. Em França, usar burka pode dar multa de 750 euros - A lei prevê também uma sanção agravada “para um homem que obrigue uma mulher a usar o véu completo".
A iniciativa de proibir o uso público do burka (veste que cobre todo o corpo da mulher) surgiu no ano passado, cinco anos depois da proibição do véu islâmico e dos signos religiosos nos centros públicos franceses.
Sarkozy classificou a veste como um "
signo de servidão", contrário à "ideia da República francesa sobre a dignidade da mulher" e declarou que a mesma "não é bem-vinda no território francês". Très bien Sarko!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

tá bué de frio...Sol, onde andas? não és tu Sol de inverno, é o que está de 'serviço' no verão, chama-o sff
miau pra ti também...

Hoje ouvi um diálogo interessante de terceiros sobre as novas tecnologias usadas ou em vias de serem usadas nos aeroportos, os scanners que realizam o já conhecido “striptease surveillance” (em português dir-se-ia “vigilância a nu, vigilância integral”). E a conversa girava em torno da inadmissibilidade do recurso àquele método, ou do seu uso abusivo, dado tratar-se de uma invasão da privacidade, apregoando ambas o recurso a formas diferentes de controlo, mesmo tendo em conta que são medidas de combate ao fenómeno terrorista (o último episódio conhecido foi a tentativa de ataque terrorista de dia de Natal no avião entre Amesterdão e Detroit).
Curiosamente, na rádio, tinha ouvido a mesma notícia e que suscita alguma polémica, a própria U.E., como ouvi, já tinha dado opinião no sentido de tornar extensivo a todos os países um só procedimento sobre a matéria.
Mas o que me provocava um sorrisinho (temeroso, direi) era que as senhoras ponderavam sobre o que usar quando tivessem de sair do país de avião. "Aquilo, eles vêem tudo", "é uma pouca-vergonha você já viu?", "nem se pode descurar a depilação" e coisas assim.
Eis, pois, mais uma situação curiosa e polémica, porquanto estes aparelhos possuem um poder enorme, detectam tudo e mais alguma coisa, incluindo implantes artificiais onde quer que seja.
A meu ver, há aqui o sacrifício da privacidade em prol de um bem maior, o da segurança (individual e colectiva) e, como tal, não me repudia a sua implementação.
Esperemos é que não comecem a surgir imagens de “voyeurs” e outras do género pela net fora etc etc, que fique devidamente salvaguardado esse outro bem supremo individual, o da privacidade (será que deveria ter dito isto às senhoras? Mas se dissesse elas poderiam acusar-me de ouvir conversas alheias e dar bitaites sem o terem solicitado...okay, é isso, é só um suponhamos).

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010


"Manter a mente vazia é uma proeza, e além do mais uma proeza muito saudável. Estar silencioso o dia inteiro, não ver nenhum jornal, não ouvir rádio, não escutar tagarelices, estar perfeita e completamente ocioso, perfeita e completamente indiferente ao destino do mundo é o mais excelente remédio que um homem pode administrar a si mesmo (…) Os jornais engendram mentiras, ódio, ganância, inveja, desconfiança, medo, maldade. Nós não precisamos da verdade como ela nos é servida nos jornais diários. Precisamos de paz, solidão e ociosidade."

Henry Miller,
O Colosso de Maroussi
tá frio ...

today

I have nothing to say

tomorrow we’ll see

maybe I find the sea

and sail away

who knows

the wind grows

the clouds are sleeping

good-bye

I’m leaving

I’m leaving...

ora cá está uma bela ideia...


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

crepúsculo - Lisboa - foto flipvinagre

publicidade ao zoo de Copenhaga (Fubiz) - muito positivo, isto é um bom trabalho


A Irlanda, arrancou em 2010 com a entrada em vigor de uma lei inédita. Quem pronunciar uma blasfémia arrisca-se a uma multa que pode chegar aos 25 mil euros, informou o diário "El País" (vidé i).
A "Lei da Difamação" entende a blasfémia como "uma expressão tremendamente abusiva ou insultuosa em relação a um assunto considerado sagrado por qualquer religião, causando indignação perante um número substancial de seguidores dessa religião". Como era de esperar, a medida já recebeu críticas, nomeadamente dos ateus irlandeses que já criaram um site de protesto: oblasphemy.ie. Um dos líderes da campanha, Michael Nugent, qualifica a lei de "ridícula" e "perigosa", uma vez que "incentiva a indignação religiosa e estados islâmicos liderados pelo Paquistão estão a usar o texto da lei irlandesa para promover novas leis contra a blasfémia ao nível da ONU".

Tenhamos em conta o caso recente do somali que tentou atacar o cartoonista dinamarquês Kurt Westergaard, autor, em 2005, dos polémicos cartoons do profeta Maomé, considerados uma blasfémia para o mundo muçulmano.
Em pleno século XXI, no qual vivemos, não faz de todo sentido que se pretenda matar alguém só por ter feito uma caricatura, escrito um livro, dito uma frase. Os valores em que se baseia o ‘mundo’ ocidental têm por base a liberdade de expressão, garante das liberdades individuais e de uma sociedade livre e justa, onde impera o estado de direito, baseado na lei, na ética e em valores e princípios morais comummente aceites, e que são basilares numa democracia moderna, onde a censura não tem respaldo moral.
Como interpretar uma lei deste tipo? Como conjugá-la com a liberdade de expressão? Como usar do poder da crítica e mesmo da censura perante estados onde imperam religiões baseadas na opressão do indivíduo e castradoras das liberdades individuais? Como aceitar que subordinemos o nosso avanço civilizacional, cultural, social, económico e político, a leis deste género? Não estará a Irlanda a ceder e a condicionar o uso da sua soberania? Será que os irlandeses não possuem no seu sistema um artigosinho que lhes garanta o poder de desrespeitar leis ilegítimas? I sincerely hope they do... because we can’t stop the way to true democracy and forget human rights are top priority all over the world.

tou tão farto de chuva que nem tenho cantado...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010


por entre o arvoredo, a Ponte 25 de Abril e ainda o Cristo-Rei- foto flipvinagre

hoje também mereceu honras solenes a inauguração do edifício mais alto do mundo, o Burj Dubai...818 metros de pura ostentação. Construído com recurso a mão de obra indiana quase escravizada, homens alimentados com um punhado de arroz e debaixo de uma temperatura de 40 graus...em tempos de crise e de buracos orçamentais...até os árabes gostam de fazer teatro!!!


Gostei de ver na RTP1, assim vale a pena assistir a um programa de televisão, algo que nos eduque e nos ensine, que lembre as nossas origens e um pouco da nossa história comum, valeu:
O documentário "Galegos de cá e lá" passou hoje na RTP1, um documentário de Júlia Fernandes, que se debruçou sobre as aldeias galegas, sobre o passado comum entre Portugal, Galiza e Espanha.
A fronteira entre Trás-os-montes e a Galiza foi sendo ajustada ao longo dos séculos. O primeiro grande acordo fronteiriço com os espanhóis foi o tratado de Alcanizes assinado por D.Dinis. Mas, desde então mantiveram-se algumas dúvidas sobre pequenos áreas e aldeias cuja a situação era menos clara.
Vizinhos galegos e portugueses nunca se importaram muito com a situação…umas vezes pertenciam a um lado, outras mudavam de posição, mas, no fundo eram todos parentes, a História está aí para prová-lo.
Até que, há pouco mais de cento e quarenta anos, pelo “Tratado de Lisboa”, o estado português e o estado espanhol acordaram numa divisão fronteiriça mais científica, mais apoiada em mapas, a mesma que persiste até hoje.
Mas, entre Trás os Montes e a Galiza, uma região pequena mas muito próspera – o couto misto - viu completamente alterada a sua vida. O couto era constituído por três aldeias e conservava desde a Idade Média uma série de privilégios, um dos quais era não pertencer nem a Espanha nem a Portugal.
Na partilha, o couto misto foi extinto, ficou integrado em Espanha por troca de três aldeias, ditas promíscuas (com população galega e portuguesa), situadas junto a linha fronteiriça e que passaram integralmente para Portugal.
Actualmente, a prosperidade do couto é apenas uma recordação e as aldeias do lado de cá e do lado de lá da fronteira padecem do mesmo mal: a desertificação."

domingo, 3 de janeiro de 2010

(...)
"Uns nasceram para cantar, outros para dançar, outros nasceram simplesmente para serem outros. Eu nasci para estar calado. Minha única vocação é o silêncio. Foi meu pai que me explicou: tenho inclinação para não falar, um talento para apurar silêncios. Escrevo bem, silêncios, no plural. Sim, porque não há um único silêncio. E todo o silêncio é música em estado de gravidez".

Mia Couto in "Jesusalém"

sábado, 2 de janeiro de 2010


estive estes dias sem ouvir e ver política e políticos, e estive muito bem, não senti falta deles, tão pouco me lembrei de algum, foram completamente varridos da minha memória e consideração, foi, pois, um pequeno período de tempo em que não ouvi baboseiras, papagaios, vendedores de sonhos fictícios, enfim, um excelente momento longe do teatro medíocre com que este tipo de protagonistas vai enchendo o normal quotidiano. De regresso à normalidade, pretendendo continuar com a mesma paz de espírito, endereço os meus votos a todos os ‘servidores’ da res publica, para que, com efeitos imediatos, não recorram à hipocrisia, não personalizem estados de inverosímil credibilidade, não invoquem a satisfação de interesses individuais ou partidários inferiores ao bem público e colectivo, em suma, não chateiem, obrigado. Atentamente.