sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
ao fim de uma semana finalmente vejo o Sol, cansei-me da chuva, o frio satura-me, dou as boas vindas ao astro-rei em mais um Natal ibérico, dei folga ao sol tropical, uma folga quinzenal, mas sinto saudades do seu toque na pele... volto já, espera aí.
"Não perguntes Leuconoe, - ímpio será sabê-lo –
que fim a nós dois os deuses destinaram,
não consultes sequer os números babilónicos:
Melhor é aceitar! E venha o que vier!
Quer Júpiter te dê ainda muitos invernos,
Quer seja o derradeiro este que ora desfaz
nos rochedos hostis ondasdo mar Tirreno,
vive com sensatez destilando o teu vinho
e como a vida é breve, encurta a longa espr’ança.
De inveja o tempo voa, enquanto nós falamos:
Colhe os frutos do dia, o dia de hoje,
Que nunca o de amanhã merece confiança."
Horácio, Odes
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
domingo, 5 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010

Chico Xavier
domingo caíu aqui uma carga de água como já não me lembrava. Aliás, foi a repetição do que ocorreu na passada quinta-feira. Além da chuva copiosa e forte, com algum vento à mistura, a trovoada abana tudo, o ribombar dos trovões faz estremecer tudo e mais alguma coisa. A cidade de Luanda fica um caos, o trânsito pára, as barrocas largam as areias e a cidade transforma-se num imenso lodaçal. Na periferia fica tudo pior mercê da construção em zonas perigosas, sem regras ou qualquer tipo de condições. Nestes dias de chuva é um ai jesus nosso senhor nos acuda para as gentes dos musseques, que além de ficarem desalojados, perdem os seus haveres. Mas é um ai jesus para todo o mundo pois é um transtorno que toca à porta. Esta cidade está a rebentar, as estruturas são as mesmas de há uns trinta e muitos anos, o excesso de população acelera a sua decadência e a sua inhospitabilidade. E nos dias seguintes, a terra que desceu às ruas e avenidas, agora seca e poeirenta, deixa tudo cheio de pó, uma dor de cabeça para quem anda na rua. Há muita volta a dar nesta cidade, nesta população, mas não se vêem grandes indícios para que as coisas mudem, vigora por cá o lema modorrento do deixa andar, nas calmas... não há-de ser nada! A vida são dois dias...easy...tá bem então.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010

_ Um amigo meu , o Daniel Sampaio , talvez o melhor psiquiatra português , costuma dizer que só os psicóticos são criadores. Você fala com um neurótico e são tipos que não são nada , que são chatos , repetitivos.
Os psicóticos são espantosos , dizem frases espantosas , estou a lembrar - me de uma que era ...
" aquele homem tem uma voz de sabonete embrulhado em papel furtacores " _
Antonio Lobo Antunes
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010

O poeta valter hugo mãe nasceu em 1971 na cidade angolana de Henrique de Carvalho (actual Saurimo) e hoje vive em Vila do Conde.
Publicou nove livros de poesia, destacando-se "egon schielle auto-retrato de dupla encarnação" (Prémio de Poesia Almeida Garrett), "três minutos antes de a maré encher", "a cobrição das filhas", "útero e o resto da minha alegria".
É autor de várias antologias: "O encantador de palavras", "Poesia de Manoel de Barros", "Série poeta", "Homenagem a Julio-Saúl Dias", "Quem quer casar com a poetisa, poesia de Adília Lopes", entre outros.
sábado, 13 de novembro de 2010
fim-de-semana prolongado. Basámos até à Barra do Dande, depois do Cacuaco, a uns 30 e picos km de Luanda. Experimentámos o restaurant da mãe Luzia, peixe grelhado com feijão de óleo de palma, mandioca, batata-doce, banana-pão e Cucas....um pitéu de peso!
quinta-feira, 11 de novembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
sábado, 30 de outubro de 2010
Não há maior maravilha do que percorrer
as alturas estreladas, abandonar as lúgubres regiões
.......................................................da terra,
cavalgar as nuvens, subir aos ombros de Atlas,
e ver muito distantes, lá em baixo, as pequenas
......................................................figuras
que vagueiam e erram, desprovidas de razão,
inquietas, no temor da morte, e aconselhá-las,
e fazer do destino um livro aberto.
Ovídio, in Metamorfoses.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
“Se nada fizermos para corrigir o curso das coisas, dentro de alguns anos se dirá que a sociedade portuguesa viveu, entre o final do século XX e começo do século XXI, um luminoso mas breve interregno democrático. Durou menos de 40 anos, entre 1974 e 2010. Nos 48 anos que precederam a revolução de 25 de abril de 1974, viveu sob uma ditadura civil nacionalista, personalizada na figura de Oliveira Salazar. A partir de 2010, entrou num outro período de ditadura civil, desta vez internacionalista e despersonalizada, conduzida por uma entidade abstrata chamada ‘mercados’."Leia mais da crónica de Boaventura de Sousa Santos na Visão. Vale a pena.











