
sábado, 2 de abril de 2011
Notícia nos i:quarta-feira, 30 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Porque é que o inútil é importante?
Sei os riscos que corro ao propor um tema como este: o elogio da inutilidade। Por um lado, estamos claramente perante um termo ambíguo. A inutilidade parece à primeira vista um valor negativo ou um contravalor. Quando é que a inutilidade é boa e libertadora? Por outro lado, a nossa cultura, que idolatra a produção e o consumo, assumiu o útil como um dos critérios máximos para avaliar as nossas vidas. Se é útil, é bom. Quando nos sabemos úteis, sentimo-nos compensados. A vida tornou-se uma espécie de grande maratona da utilidade. Contudo, o termómetro que assinala a nossa vitalidade interior não pode dispensar a pergunta pelo lugar que saudavelmente damos ao inútil.Porque é que o inútil é importante? Porque o inútil subtrai-nos à ditadura das finalidades que acabam por ser desviantes em relação a um viver autêntico. Condicionados por esta finalidade, e aquela, e aquela acabamos simplesmente por não viver, por perder o sentido da gratuidade, a disponibilidade para o espanto e para a fruição. Recorrendo a uma expressão do teólogo Dietrich Bonhoeffer, a inutilidade é que nos dá o acesso à “polifonia da vida”, na sua variedade, nos seus contrastes, e na sua realidade escondida e densa. E a polifonia da vida outra coisa não é que a sua inteireza, tantas vezes sacrificada à prevalência contínua do que nos é vendido por útil.(...)
José Tolentino Mendonça
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Pondo a leitura em dia vejo e oiço os "Deolinda" na música "Parva que sou", um canto que faz lembrar os tempos da música de intervenção (saudades do Zeca Afonso...), com toda a razão de ser...Para onde os governantes levam esta nossa juventude?!?!?!Aqui fica a letra: (e veja também o video no You Tube)"Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar."
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

uma curta passagem por Joanesburgo deu para aferir a dimensão deste Estado africano, completamente à parte no continente, a diferença é por demais notória, as acessibilidades rodoviárias, o parque habitacional e o urbanismo, a oferta de bens e serviços, enfim, tudo aqui está muito mais perto do ambiente europeu e do desenvolvimento social e económico dos grandes países.

Jantar na "Nelson Mandela Square", em Sandton, a zona rica da cidade e centro/bairro de negócios. Comeu-se bem, bebeu-se bem, uma chinesa ainda me massajou o lombo... assim se vai levando a vida. Cheers.

afazeres profissionais levaram-me a Maputo (ex-Lourenço Marques). Inevitável a comparação com Luanda, claro. Maputo está bem mais preservada, não tão populosa, o tráfego automóvel ainda é ligeiro, uma cidade onde se está bem, de gente simpática e onde o turismo já arrancou há algum tempo, isso nota-se. A influência da África do Sul também se faz notar, o trânsito pela esquerda é uma evidência, claro, mas há mais, embora a presença portuguesa continue a fazer-se notar. Mas nós temos mais riqueza e isso é motivo de conversa, sem preconceitos. Diria "maningue nice". Agradável, recomendo.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Hoje Luanda faz 435 anos. Foi Paulo Dias de Novais quem a fundou no dia 25 de Janeiro de 1575. Uma cidade em ebulição, fervilhante, contraditória, por vezes caótica, à mercê do desenvolvimento frenético e em contágio directo com a sobrevivência para quem a vida é dura. Um relato actual aqui, leia.
Em todo o caso, parabéns Luanda.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Arlindo Barbeitos
(Angola, Angolê, Angolema (1976)
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

nesta campanha eleitoral para PR de Portugal, vê-se que uns andam atrás dos podres dos outros, ou melhor, os outros andam atrás dos podres de um, cavaco tem sido um alvo privilegiado, para os outros é o alvo a abater e então manipulam contra o senhor factos que nos parecem irrelevantes, agora dizem que o homem conspirou contra a república, um dia ainda se atrevem a dizer que o professor é contra a república, é um anarca convicto etc etc, enfim, um circo de todo o tamanho, pena que Cavaco não reaja como deveria reagir, acho excesso de ética, e ele não quer descer ao nível dos outros candidatos, gente vermelha que serve outros propósitos, que não deram provas de valerem alguma coisa em lugar algum, mas é a democracia, o jogo do poder tem destas coisas...força Cavaco, aguenta, vai-te a eles.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
vi na Sic e li no JN:20h50m
Manuela Ferreira Leite criticou esta tarde, no Porto, a actual situação política portuguesa, afirmando que "de demagogia a classe política tornou-se um mundo à parte", está "desacreditada" e afastada dos cidadãos.
"As medidas tomadas e o proclamado objectivo de credibilizar a classe política têm sido marcados por demagogia e de demagogia em demagogia a classe política tornou-se num mundo à parte em que os cidadãos não se revêem" e com o qual não comunicam, salientou a antiga ministra das finanças durante a cerimónia comemorativa dos nove anos de Rui Rio frente à Câmara do Porto.
A ex-líder social democrática acredita mesmo que "a situação é tão grave que a representatividade pode ser posta em causa" até porque "nenhum país se desenvolve com base em incompetência de dirigentes".
Para Manuela Ferreira Leite a classe política está mesmo "completamente desacreditada", "não existe para mobilizar cidadãos" e tem líderes que "infelizmente se habituaram a sobreviver com promessas que nunca cumpriram".
É verdade Manuela, faz tempo que o pessoal não se revê nos políticos, não fazem nada de jeito, vivem à conta do Estado sem dar nada em contrapartida, são autênticos parasitas, eles e os pequenos satélites que os rodeiam e que giram à sua volta em troca de favores, os parasitas dos parasitas. Como já disse, chame-se o Salvador, há que pôr o país em ordem, chega de circo, enough is enough. Irra!
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

hoje lê-se no i:
"Recibos verdes. Quem ganha mil euros passa a receber apenas 598. O novo código contributivo está a por os jovens que ganham a recibo verde à beira de um ataque de nervos. Quem ganhe 1000 euros mensais, passa a ter de entregar 21,5% à cabeça aos cofres do Estado por conta do IRS, e 29,6% à Segurança Social.
Contas feitas, significa que a partir deste mês, quem ganhe aquele valor através de recibo verde leva para casa qualquer coisa como 598 euros, ao invés dos anteriores 621 euros. " etc etc.
Ou seja, um futuro pouco brilhante para os jovens e para todos aqueles que trabalham em Portugal. Como se vive com este montante? Qual o futuro de quem tem que viver com este montante? Chama-se a "isto" trabalhar para aquecer, ou para sustentar um regime de gulosos, para engordar o Estado, esse papão desgovernado por uma alcateia de incompetentes com os seus boys oportunistas. É triste, tudo isso é triste. A luz ao fundo do túnel parece ter-se apagado, nem uma pequena chama de esperança. Há que chamar El-Rei D. Sebastião ou acabar com o circo. Façam alguma coisa.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Érico Veríssimo_Solo de Clarineta











