quarta-feira, 8 de outubro de 2008


“Viver é fácil: até os mortos conseguem. Mas a vida é um peso que precisa ser carregado por todos os viventes. A vida, caro senhor, a vida é um beijo doce em boca amarga. Se acautele com eles, meu amigo. Uns não vi­vem por temer morrer; eu não morro por temer viver. En­tende, o senhor? O tempo aqui é de sobrevivências. Não é lá como na sua terra. Aqui só chega ao futuro quem vi­ve devagarzito. Nos cansamos só a afastar os maus espí­ritos. Não estou a desarmar em esperto.”

in Mia Couto
O Último Voo do Flamingo

Hey, sim tu, toma nota:
Quando sentires,
- Que não tens onde te apoiar
- Que o mundo te vai cair em cima
- Que não vês luz ao fundo do túnel
- Que o chão se mexe...

TU CORRE, CARAGO!!!!
Que essa merda é um terramoto!


algumas linhas da melhor «Irish Philosophy»:

In life, there are only two things to worry about:
Either you are well or you are sick.
If you are well, there is nothing to worry about.
But if you are sick, there are only two things to worry about:
Either you will get well or you will die.
If you get well, there is nothing to worry about.
But if you die, there are only two things to worry about:
Either you will go to heaven or hell.
If you go to heaven, there is nothing to worry about.
And if you go to hell, you’ll be so busy shaking hands with all your friends,
You won’t have time to worry.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Para soltarmos "aquela" risada nestas últimas horas desta 3ª Feira chuvosa...

Jeremilda era uma daquelas moças feias, coitaaaadaaaa! Tão desengonçada que nunca tinha conseguido arranjar um namorado. Foi
pedir auxílio a uma vidente:
- Minha filha! - disse a vidente. 'Nesta vida'> você não vai ser muito feliz no amor... Mas na próxima encarnação, você será uma mulher muito cobiçada e todos os homens se arrastarão aos seus pés...

Jeremilda saiu de lá muito feliz e, ao passar por um viaduto, pensou
'Quanto mais cedo eu morrer, mais cedo começará a minha outra vida!'
E decidiu atirar-se de lá de cima, do viaduto.
Mas, por uma dessas incríveis coincidências, Jeremilda não morreu...
Jeremilda caiu de costas em cima de um caminhão carregado de bananas, perdendo, então, os sentidos...
Assim que se recuperou, ainda atordoada e sem enxergar direito nem saber onde estava, começou a apalpar à sua volta e, sentindo as
bananas, murmurou, com um sorriso nos lábios...
- Um de cada vez, senhores... por favor! Um de cada vezzzzzz!!!
Novidades da moda em xanatas para andar à la maison...



Momento chill...Porque também temos direito a saborear os momentos bons de mais um fim de dia


Discover True Colors!

Calma, escusam de ir a correr ao banco
O Primeiro-ministro garante poupanças dos portugueses, uff!!!! Eles fazem =#r&a e nós é que ficamos aflitos...
A pomba é o passarinho da paz e a mulher é a paz do passarinho.


E a zebra disse para a mosca: - "Você está na minha lista negra!
Só pra atestar que o meu cão anda muito mais tranquilo...
Isto não está nada fácil...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008



Quando Daniel, um belo e promissor jovem advogado, descobriu que herdaria uma fortuna quando o seu pai morresse, decidiu que era uma boa altura para encontrar uma mulher que fosse a sua companheira para a vida fácil que se avizinhava. Assim, numa noite, ele foi até ao bar da Ordem dos Advogados, (aproveitou e pôs as quotas em dia...)onde conheceu a advogada mais bonita que jamais tinha visto. A sua beleza era extraordinária, o porte elegante, o corpo curvilíneo, ficou sem respiração.

- Eu posso parecer um advogado comum - disse-lhe, enquanto se aproximava da musa. Mas, dentro de um mês ou dois, o meu pai vai morrer, e eu herdarei 20 milhões de dólares.

Impressionada, a mulher foi para casa com ele naquela noite.

Três dias depois, tornou-se na sua madrasta...

Afinal ele existe...o cu de Judas fica na ilha de S. Miguel/Açores

domingo, 5 de outubro de 2008


"O maior prazer de um homem inteligente é fazer de idiota diante de um idiota que faz de inteligente"
(recebi via email..Autoria? Confúcio?)

Por decreto de uns mangas-de-alpaca obedientes, Marcelo Rebelo de Sousa viu já o seu programa encurtado e isto para ter um programa tão curto como o de António Vitorino. É das poucas coisas que vejo na tv lusa, cujo teor é fraco, diria mesmo mediocre, parece-me até destinado a imbecilizar ainda mais este povo. A notícia é desagradável, mas pior seria se fosse obrigatório ter que ver e/ou ouvir a voz do senhor do aparelho, a mesma cassette etc etc, valha-nos a pluralidade e liberdade de escolha e opinião. Mas não deixa de ser miserável esta medição da ERC entre Marcelo Rebelo de Sousa e António Vitorino. O que vale é realmente vivermos num regime pluralista, valha-nos isso.


Com esta coisa da disciplina de voto, é que fico banzado...Se é para votarmos todos como nos mandam, então basta um deputado por partido. Ora bolas... e isto é que é democracia? Aonde? Ó Platão explica-me lá uma coisa se faz favor...


O mercado de acções em versão didáctica (recebi via email e achei piada...)

Estava-se no Outono e, os Indios de uma reserva americana perguntaram
ao novo Chefe se o Inverno iria ser muito rigoroso ou se, pelo
contrário, poderia ser mais suave. Tratando-se de um Chefe Indio mas
da era moderna, ele não conseguia interpretar os sinais que lhe
permitissem prever o tempo, no entanto, para não correr muitos riscos,
foi dizendo que sim senhor, deveriam estar preparados e cortar a lenha
suficiente para aguentar um Inverno frio.

Mas como também era um lider prático e preocupado, alguns dias depois
teve uma ideia. Dirigiu-se à cabine telefónica pública, ligou para o
Serviço Meteorológico Nacional e perguntou: "O próximo Inverno vai ser
frio?" -"Parece que na realidade este Inverno vai ser mesmo frio"
respondeu o meteorologista de serviço.

O Chefe voltou para o seu povo e mandou que cortassem mais lenha. Uma
semana mais tarde, voltou a falar para o Serviço Meteorológico: "Vai
ser um Inverno muito frio?" "Sim," responderam novamente do outro
lado, "O Inverno vai ser mesmo muito frio".

Mais uma vez o Chefe voltou para o seu povo e mandou que apanhassem
toda a lenha que pudessem sem desperdiçar sequer as pequenas cavacas.
Duas semanas mais tarde voltou a falar para o Serviço Meteorológico
Nacional: "Vocês têm a certeza que este Inverno vai ser mesmo muito
frio?" "Absolutamente" respondeu o homem "Vai ser um dos Invernos mais
frios de sempre."

"Como podem ter tanto a certeza?" perguntou o Chefe. O meteorologista
respondeu "Os Indios estão a aprovisionar lenha que parecem uns
doidos."

É assim que funciona o mercado de acções.

Tudo quer um lugar à sombra..ou um lugar ao sol?


Li no Contra Capa (clicka no título)...é tudo a sacar, tudo a "encostar-se" ao Estado ou às Autarquias etc etc, e "nós" pobres contribuintes a aguentar com esta =*+$# toda...chiça!!!!!!
É que só leio material explosivo bolas!!!!
Consta no "Expresso" desta semana um artigo sobre o assunto.
"Artistas por conta da Câmara
São 70 os ateliês cedidos a artistas plásticos contabilizados pela Câmara Municipal de Lisboa após um primeiro levantamento levado a cabo pelos serviços municipais, em Março passado...a maioria daqueles espaços estão atribuídos por um prazo indeterminado, sem existência de protocolos e, nalguns casos, a título gratuito...num processo de distribuição sem critérios definidos que teve início em 1970,..."

Aceito perfeitamente que haja Mecenas nas Artes e Cultura, isso fomenta o desenvolvimento cultural de um povo e uma nação, é motivo de orgulho para o país e suas gentes, os nossos artistas podem até ser pioneiros nisto e naquilo e criar correntes novas e originais com os seus trabalhos e que os seus créditos os honrem a eles e a nós, cá dentro e lá fora, em todo o lado...mas, caramba!!! Tenham dó...E é assim? Discricionariamente? Arre...

Parece Amsterdam....mas é na Doca do Bom Sucesso, Belém/Lisboa, bela foto!
Sem amarras, livre...
Com a devida vénia do "Nocturno")

Mais um livrinho bomba....a verdade a vir ao de cimo


O 25 de Abril de 1974, a revolução da perfídia
Li o apontamento sobre este novo livro no No Media Info - a rede independente de informação (para ler a versão original é só clickar no título)
"Com a chancela da Prefácio, foi editado mais um livro do general António Silva Cardoso intitulado “25 de Abril de 1974 – a revolução da perfídia”.
Nas 234 páginas do livro, o general Silva Cardoso lavra uma fortíssima acusação e denúncia sobre o golpe de estado abrilino e as repercussões que este teve para Portugal.
Na realidade, o general António Silva Cardoso é o mesmo que fez parte da Junta Governativa de Angola chefiada por Rosa Coutinho, acumulando esse cargo com o Comando da 2.ª Região Aérea. Na sequência do Acordo do Alvor foi designado Alto-Comissário (ou Alto-Corsário como dizia o Rodrigo Emílio) para o período de transição, onde se manteve até princípios de Agosto de 1975.
Ora, o sr. general António Silva Cardoso, na sua qualidade de membro da Junta Governativa de Angola chefiada por Rosa Coutinho e de Alto Comissário de Angola foi co-responsável pela criminosa e racista descolonização, pelo desmembramento do Império português e morte de milhares de portugueses que com os seus rios de sangue inundaram o solo das Províncias Ultramarinas traindo, dessa forma, o esforço de quinhentos anos de presença e soberania portuguesa no Ultramar!
Foi o autor de “Angola, Anatomia de uma tragédia“, editado pela Oficina do Livro, no ano de 2000, 690 págs., em cuja capa se vê o sr. general ao lado de Melo Antunes e de Mário Soares - em que o último a assina o “acordo”.
Por muito que o sr. general escreva - e já vai em cerca de mil páginas - , já não se pode voltar atrás e pedir comovidamente desculpa como o faz no Preâmbulo deste livro, remetendo-nos para “Angola, Anatomia de uma tragédia”: «A resposta, pronta e inevitável, centra-se na constante, abusiva e obcecante tentativa de mistificação da História de Portugal relativamente a esse período. A minha vivência da maioria dos factos relatados e as imagens com frequência nos entram em casa mostrando o drama terrível e pungente que se tem abatido sobre o povo angolano para quem a fome, a dor, a doença, a tremenda incerteza do futuro, os estropiados e a morte são uma constante perante os olhos atónitos, incrédulos, mas também passivos, do mundo, levaram-me, num imperativo de consciência, a escrever a minha própria verdade como a tinha sentido e vivido. Quanto à segunda questão, porquê só agora, limito-me a citar um dos últimos parágrafos do livro:
Os anos passaram. Muitos outros hão-de ainda passar e a História, como se diz, fará o seu juízo.
(…) Naquilo que me diz respeito afirmo que a descolonização, tal como se cumpriu, será considerada como o episódio mais catastrófico, mais desprezável e mais estúpido de toda a História de Portugal; na parte que mais de perto me toca, eu julgo que é também meu dever contribuir para a formulação do juízo da História. E esta precisa de distanciamento em tempo para poder ser escrita.» (Pág. 21/22)
Assim é. Já passaram trinta e quatro anos. Duas gerações quebraram um elo de quinhentos anos de laços históricos e o sr. General foi um dos que contribuiu para essa trágica realidade!
Demasiado tarde, rios de sangue correram nas províncias ultramarinas de África que desaguaram no oceano Atlântico e no oceano Índico!
Escreve o sr. general: «Omitia a Dr.ª Maria Barroso que o seu marido é um dos grandes responsáveis pela tragédia que se abateu sobre aquele território após a chamada descolonização que ele começou por classificar de espectacular, depois de exemplar e, por fim de possível. Como é possível tal atitude quando o ilustre casal Soares sabia quem foram os seus compatriotas que transformaram um território cujo padrão de vida antes do 25 de Abril era o terceiro de toda a África sub-sahariana (sendo apenas suplantado pelo da África do Sul pelo da África do Sul e pela, então, Rodésia) num país em que se estima estarem cerca de quatro milhões de pessoas de pessoas ameaçadas de morrer de fome!» (Pág. 23)
O sr. general desmistifica o que considera «ser a mais insidiosa manipulação da nossa História entre 1933 e 1975 nomeadamente nas seguintes linhas de força:
- a guerra do Ultramar foi, principalmente, um episódio da guerra entre os EUA e a URSS e não uma luta de autolibertação e desenvolvimento dos povos;
- a guerra estava a ser ganha militarmente e a batalha do desenvolvimento atingia crescimentos sociais e económicos muito elevados;
- a subversão na retaguarda e a inoculação do vírus revolucionário nas Forças Armadas foi a solução que a URSS opôs à nossa vitória militar;
- os autores da traição e do descalabro têm nomes e são os que, conscientemente, fizeram o jogo da URSS, isto é, o PCP e seus “compagnons de route”.» (Pág. 25)Um livro a ler com atenção para se compreender as razões do golpe de estado abrileiro, a descolonização, o PREC, enfim, a democracia em Portugal!
O crime de traição à Pátria pela “prática do crime previsto no art.º 141 do Código Penal, crime consubstanciado em documentos de que os acusados foram signatários, em pareceres dados no exercício de funções oficiais, e em declarações prestadas publicamente, usando assim de meios fraudulentos com vista à separação de parcelas do território português, objectivo que conseguiram alcançar em directa colaboração com os que pretendiam por acções violentas a apropriação das províncias ultramarinas, como eram designadas na Constituição então vigente.
Ler também aqui: ”http://nonas-nonas.blogspot.com/2008/04/livro-25-de-abril-de-1974-revoluo-da.html
"
Uma obra reveladora do desassombro com que um general analisa a descolonização, tema habitualmente tocado pela paixão, pela mistificação e pelo lavar de mãos de muitos que nela jogaram o futuro de Portugal e da África Portuguesa. A História está a compor-se e alguns dos "heróis" ficarão muito mal na fotografia, ai isso é garantido...até pode ser que lhes atribuam alguns "cognomes", eu torço nesse sentido...

Já lá vai um tempão, foi um carro inesquecível. Marcou uma época. E não me posso esquecer do filme "Um Homem e uma Mulher", com o Jean Louis Trintignant e a Anouk Aimé, que começava precisamente com a condução à chuva de um automóvel destes... Ainda o cinema francês tinha algum "glamour" e encanto...como o tempo passa!!!! Mas é bom recordar, e a musiquinha também era deliciosa, suave comme il faut...

Discover Damian Luca!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008


Também na "VISÃO" a crónica do RAJ sobre as casas da CML, vá lá, pra rir e ficarmos ainda mais bem dispostos esta 6ª Feira, isto é um Circo...
"Opinião
Parabéns, acaba de ganhar este magnífico apartamento

Sou um dos poucos cidadãos a quem a Câmara Municipal de Lisboa não ofereceu uma casa. Como é evidente, estou indignado. O nepotismo é um bocadinho repugnante, mas quando não nos contempla é absolutamente intolerável.
Mais: o caso revela uma total falta de respeito pelo conceito de compadrio, que tem tanta tradição em Portugal e, nem que fosse por isso, merecia outro tratamento. Antigamente, nos bons velhos tempos em que a instituição da cunha mantinha alguma dignidade, as pessoas almejavam obter um cargo público importante para exercerem a sua influência em benefício de familiares. Tudo bem. Mas hoje, na Câmara Municipal de Lisboa, basta ser filho de um motorista para se ter a hipótese de arranjar uma casa no centro da cidade. É um escândalo. Toda a gente suporta com resignação que o filho de um ministro ou de um secretário de Estado tenha esta ou aquela regalia. Mas quando os filhos dos motoristas começam a usufruir de benesses, está o caldo entornado.

As cunhas são uma saudável corrupção da democracia, um abandalhamento do princípio da igualdade. Se começam a funcionar de forma transversal às classes sociais, então, e por muito que me custe dizê-lo, mais vale a democracia. A universalidade do acesso às cunhas é das coisas mais antidemocráticas que há.

Nem tudo é mau, apesar de tudo. Um director do departamento de apoio da câmara ofereceu ao filho a casa que a autarquia por sua vez lhe havia oferecido. Diz que é a sua «casa de reserva» porque ficou sem lar quando se divorciou e agora, casado pela segunda vez, não quer arriscar ficar sem tecto na eventualidade de passar por um segundo divórcio. No meio de tantos casos de atribuição ilícita de privilégios, sabe bem encontrar um em que foi a verdadeira necessidade a presidir à cedência da casa. Se há quem viva na situação miserável de não ter uma casa de reserva na qual alojar um filho enquanto não percebe se o seu casamento resiste ou se vai mesmo necessitar de uma segunda habitação, a Câmara deve intervir depressa.

Parece que a Câmara de Lisboa encomendou um estudo a um professor da Universidade Lusófona para saber exactamente quantos imóveis é que detém, mas o professor ainda não entregou o trabalho, porque a autarquia não lhe pagou. Trata-se de um picuinhas, está visto. No entanto, urge que a autarquia ofereça uma casa a este senhor, para que possamos finalmente ter uma noção do património da Câmara. Quero saber quantas casas é que ainda há para oferecer. Se não fosse muito incómodo, gostaria de ter uma para viver e quatro ou cinco de reserva. Se amanhã me apetecer divorciar-me meia dúzia de vezes, quero ter a certeza de que a Câmara estará lá para me apoiar."
Na "VISÂO" mais este artigo que ajuda a compreender a "crise":

"O fim do capitalismo?
Um grupo de empresários economistas, gestores e investidores contou à VISÃO o que pensa sobre o presente e o futuro do modelo económico ocidental

PERGUNTAS:

1 – O modelo capitalista, como o conhecemos, está esgotado?

2 – Qual deve ser a prioridade de mudança? Mais regulação?

3 – Há alternativa crítica ao sistema capitalista? Qual?

AS RESPOSTAS DE:



Belmiro de Azevedo
Empresário, fundador do Grupo Sonae

1 - Não está. Tem que ser, pode ser melhorado. Mas as alternativas conhecidas poderão ser interessantes em cenários retrógrados.

2 - Terá que haver mais regulação para suprir insuficiências de mercado. Mas a concorrência a nível global tem-se revelado capaz de fazer intervenções por administração de fármacos ou cirurgia – Como no momento actual.

3- Há semelhante. Melhor capitalismo, menor despotismo, maior coesão social, menos intervencionismo eleitoralista


Pedro Arroja
Economista, professor universitário e investidor no mercado de alto risco

1 - O que vai sair daqui em termos financeiros vai ser completamente diferente. Esta é uma fase histórica. Os grandes desaparecerão todos. Estão a morrer instituições históricas e os bancos de investimento como negócio autónomo.

2- Não se consegue prever o que aí vem. Vai haver mais prudência. Haverá alterações profundas do sistema bancário e financeiro e uma maior concentração da banca. A regulação e a supervisão (onde é que estavam?) terão de ser mais firmes.

3 - Procurar uma solução de equilíbrio: dar liberdade aos bancos na criação de produtos, mas estabelecer limites. Mas continuo muito pessimista.



Tanya Vianna de Araújo
Economista, professora no ISEG, especialista em Mercados Financeiros

1- Capitalismos há muitos. No actual, o mercado financeiro tem papel fundamental. A análise de base experimental contraria a ideia de eficiência do mercado, evidenciando fortes correlações entre as dinâmicas dos preços das acções das companhias americanas.

2- Sim, mais regulação, pois as crises vêm reforçar as correlações entre dinâmicas de preços e, não havendo regulação, as crises funcionam como um veículo de recondução a uma estrutura cada vez menos eficiente.

3- As alternativas passam por uma melhor compreensão das estruturas criadas pelo comportamento dos agentes do mercado. A nossa análise mede a evolução destas estruturas. No caso americano, as alterações são impressionantes desde 2000-2001.


Sandro Ferreira Mendonça
Economista, docente no ISCTE e na Universidade de Sussex (Reino Unido)

1- O sistema económico vai mudando e passando por ciclos. Mas esta não é uma convulsão vulgar. Os jogos financeiros não podem ter este protagonismo

2- Cortar com a causa profunda deste desastre: o «fundamentalismo de ercado» (expressão de George Soros). É urgente restaurar o bom senso e edificar uma estrutura de transparência (obrigação de revelar as contas) e controlo (taxação da especulação).

3- Sim. Não podemos estar condenados a uma sociedade onde tantos são prejudicados
por tão poucos e onde a desigualdade social é a base do sistema (por fim os pobres
começaram a não pagar as suas prestações e o resultado está à vista).


João Duque
Professor de Finanças no ISEG

1- Todos os dias os sistemas dinâmicos mudam e se ajustam. A economia de mercado está a passar uma fase mais visível de ajustamento e alteração. Observaremos mudanças mas das crise poderá sair um sistema mais fiável e menos vulnerável.

2- Apenas alterações regulamentares não serão suficientes para repor os níveis de confiança. Há espaço para alterar a dinâmica organizativa e funcional dos mercados
monetários por forma a trazer-lhes mais calma e tranquilidade.

3- O capitalismo baseado nas leis de mercado, bem regulado ainda tem muito para dar, e o espaço europeu com a sua variante mais humanista pode bem ser um sistema que garante o bem-estar de uma maioria muito significativa da população.


João César das Neves
Economista. professor na Universidade Católica

1- Claro que não. Quando nos dói a cabeça não deixamos de ser pessoas para passar a cães.

2- Não precisa de haver mudanças drásticas. Isto é uma crise financeira normal, embora
mais forte. Como no caso dos tufões na costa americana, a ventania aguenta-se e depois a vida continua.

3- Não. A força principal do capitalismo é precisamente a de integrar as críticas e ajustar-se para melhorar."

Eu pasmo...!!! Nós pasmamos...!!! Eles não...



Continuo pasmado...
Lê-se no Público (clicka no título que vais lá directamente à notícia original)

"Vereadora que pagava 146 euros de renda à Câmara de Lisboa recebe reforma de 3350

A vereadora do PS responsável Acção Social da Câmara de Lisboa, que até ao final do ano passado pagava 146 euros de renda à autarquia por uma casa de duas assoalhadas no centro da cidade, na Rua do Salitre, tem uma reforma de cerca de 3350 euros.

Ana Sara Brito deu ontem uma conferência de imprensa para explicar uma situação que durou 20 anos e que "nunca pôs em causa" os seus "valores éticos". É por isso que não se demite: "Continuarei, apesar de alguns não o desejarem, com a mesma determinação, a trabalhar de acordo com o programa eleitoral."

Sem esclarecer todos os aspectos da questão, a autarca explicou que quando tentou alugar a casa, em 1987 - era então vereadora da Acção Social pela primeira vez -, percebeu que o seu proprietário, um privado, tinha problemas com o município que o impediam de o fazer. "Apresentei a situação a Abecasis", o então presidente da câmara, que, actuando como se o imóvel pertencesse ao município, lho arrendou. Como? Porquê? Sara Brito invocou motivos "pessoais" para não responder, não tendo também esclarecido que tipo de problema deu à autarquia o direito de se tornar senhoria de um imóvel que pertencia a um particular.

Questionada sobre se tinha necessidade da casa há 20 anos, era então enfermeira de profissão além de vereadora, respondeu que sim. E 20 anos depois, quando auferia uma pensão que, segundo a declaração de rendimentos que entregou em 2006 no Tribunal Constitucional, se eleva aos 46.883 euros anuais, ainda tinha necessidade de uma renda camarária de 146 euros? "Não era uma casa de habitação social", repetiu várias vezes. O imóvel integrava-se no património disperso do município, até hoje gerido com critérios discricionários. A renda, inicialmente inferior aos 146 euros, foi sendo aumentada de acordo com a lei até chegar a este montante, "A casa foi-me atribuída legalmente. O contrato de arrendamento era legal", disse Sara Brito.

Para evitar que estes e outros casos do género se repitam, a Câmara de Lisboa promete ser mais rigorosa daqui em diante na entrega de casas. Também presente na conferência de imprensa, o presidente da autarquia, António Costa, fez questão de referir que todos os escândalos sobre a matéria vindos até agora a público se referem a habitações atribuídas em mandatos anteriores ao seu. E que desde que começou a governar o município os critérios de entrega de casa sempre foram objectivos: quando os habitantes se encontram em prédios municipais a ameaçar ruína, quando têm problemas de saúde graves comprovados e várias outras condições.

Recordando que as autoridades estão na câmara a investigar vários destes processos, António Costa anunciou que pediu à Comissão Nacional de Protecção de Dados para divulgar a lista do património disperso do município, renda e nome do inquilino."

Que dizer??!!! Uff...

Sínteses...



Para entender assim por alto e tal o que é ou gerou a crise
americana, segue breve relato económico para leigo entender...
É assim:
"O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender
cachaça "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase
todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar
um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobre
preço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em
curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar
constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro
ao estabelecimento, tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais
recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS
ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o
que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de
capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F,
cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu
Biu).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos
sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm
dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E
toda a cadeia sifudeu !

Viu... é muito simples...!!!"
(no Contra Capa)
Isto é,a crise financeira internacional deve-se, precisamente, às operações ilusórias ou irresponsáveis de alguns sectores financeiros e bolsistas. (Para um mais aprofundado saber leia o artigo no Semanário de Rui Teixeira Santos, vale a pena:http://www.semanario.pt/noticia.php?ID=4407

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

SLB SLB SLB....2-0 ao Napoles para a Taça UEFA, um jogo fantástico...Reys e Nuno Gomes, SLB SLB SLB

Sabias que ...
Sabias que a Coca-Cola beneficia de uma taxa reduzida de IVA de 5%, mas os produtos de higiene, como papel higiénico, pagam a actual taxa normal de 20%? ...
Limpar o cu é um luxo!!!

é só esquemas...



Li no Jumento e gostei, realmente este país leva-nos ao chão e os nossos eleitos e cambada de satélites que giram em seu torno são de pasmar, é só esperteza saloia e muita fachada.O pior é que quem paga a factura e faz figura de urso somos nós todos...
"De vez em quando o país é surpreendido com notícias que nos dão conta das benesses concedidas a uma casta ou do ordenado chorudo pago a um qualquer administrador de uma empresa pública. O último caso foi o caso das casas da CML que, ao que parece, tinham o seu próprio mercado restrito a familiares e a amigos de presidentes, vereadores e outras personalidades influentes da autarquia.

Tal como passado o Zé Povinho já estava habituado aos privilégios da monarquia também agora estas situações, que tanto agitam a classe política, já não despertam grandes agitações, o povo considera isto uma carga que tem que carregar, dantes eram os nobres , agora são os afilhados de uma classe política oportunista. É uma história de séculos que levou os portugueses a ter paciência de plebe.

Em tempos descobriu-se que alguns administradores de institutos ficavam com os bólides adquiridos em leasing mediante o pagamento de um valor residual irrisório, depois soubemos das fortunas ganhas pelos administradores hospitalares que até podem ser donos de empresas que vendem serviços aos próprios hospitais, Luís Cunha deixou o cargo de ministro das Finanças depois de se saber da pensão vitalício que usufrui desde que deixou a administração daquele banco, agora soubemos das casas da Câmara Municipal de Lisboa. Daqui a algum tempo ficaremos a saber de mais algum esquema montado para beneficiar uma qualquer casta, porque as nossas elites de gabinete poderão ser incompetentes mas não lhes falta criatividade na hora de fazerem pela sua vida.

Temos, portanto, uns "republicanos" que decidiram criar esquemas que lhes conferem um estatuto acima dos outros cidadãos, é gente que chegando ao poder aplica a velha regra que diz que “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é estúpido ou não tem arte”. É evidente que raramente são apanhados numa situação de ilegalidade, a pensão do Banco de Portugal é tão legal como o aluguer das casas da câmara como são todos os esquemas montados por estes espertalhões da República. Digamos que estes novos nobres quando vão tomar banho sabem onde deixam a roupa, nunca são apanhados descuidados, para eles as malhas da lei são largas e o que não é ilegal é eticamente aceitável, é a ética republicana segundo explicaram algumas personalidades.

Esta nobreza faz vida fácil, cria esquemas para os filhos entrarem nas universidades (como se viu no caso de um ministro de Durão Barroso), gera empregos para os filhos nos gabinetes ministeriais e autárquicos, conseguem carros a preço da uva mijona, obtêm-se reformas vitalícias, arranjam-se casas a baixo preço, enfim, tem-se uma vida fácil, própria de quem nasceu de rabo para o ar. A crise passa-lhes ao lado, a carga fiscal é aliviada por novos esquemas, por maiores que sejam as desgraças que o país enfrentam ficam sempre de fora no momento do sacrifício."(p/ler o orignal é só clickar no título)

Fico piurso com isto tudo...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Cuidado com os Impostores...





O marido estava sentado e quieto a ler o jornal quando sua mulher, furiosa, vem da cozinha e assenta-lhe a frigideira nas idéias.
Espantado, levanta-se e pergunta: Para que foi isso?
Isso é para o papelzinho que encontrei no bolso de tua calça com o nome Marylu e um número...
Querida, lembras-te do dia em que fui à corrida de cavalos? Pois é... Marylu foi o cavalo em que apostei, e o nº foi o quanto estavam pagando para aposta...
Satisfeita, a mulher saiu pedindo 1001 desculpas...
Dias depois, lá estava ele novamente sentado, quando leva uma outra porrada, desta vez com a panela de pressão. Ainda mais espantado pergunta:
O que foi agora meu amor???
Seu cavalo ligou...