sexta-feira, 5 de dezembro de 2008


afinal isto não está assim tão mau...e leia também os Vesgos do Zé Pedro Gomes
momento de boa disposição

Duas bichas passeando de carro novo, de repente um caminhão vem e bate na traseira.

A bicha indignada, fala:

- Cleide chama lá a polícia, chama a polícia. Seu motorista safado, comprou a carteira? Cretino, pilantra! Cleide corre lá e chama a polícia, onde já se viu, olha o semáforo estava menstruaaado para você, Cleide chama a polícia.

Nisso o motorista fala:

- Suas bichas sem vergonha, vocês merecem é um cacete bem grande no rabo de vocês.

E então a bicha fala:

- Volta Cleide, ele quer fazer um acordo amigável!!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008


O Português que nos pariu
de Ângela Dutra de Menezes

Uma História de Portugal que não é para levar muito a sério e que é susceptível de nos proporcionar alguns momentos de boa disposição, dado o recurso a uma linguagem light, descomplexada e divertida. E como assim a classifico assim a recomendo, não podemos considerá-la ofensiva, jocosa ou até satírica propriamente dita, nada disso, tão só alguma irreverência de uma autora brasileira que, por alto, empresta algum colorido e uma dose de graça à forma como interpreta alguns episódios da nossa história, sem perder o respeito e revelando até algum orgulho da sua descendência lusitana. Tudo tendo como reflexo, evidentemente, as repercussões do nosso passado nas terras de Vera Cruz e no jeitinho brasileiro de ser e estar. Afinal, uma peregrinação à história deste nosso povo de quem a autora revela que... “Não se escreve a história do mundo sem referência aos lusitanos...”.
Há alguns lapsos históricos e estas falhas científicas são compensadas pela imaginação de quem afinal acaba por consagrar algum carinho e respeito pela nossa alma e maneira de ser – “Aliás, os portugueses andaram no mundo inteiro. Um país pequeno, na ponta da Europa, habitado por meia dúzia de gatos pingados, realizou a proeza de ser o dono do mundo. É de se tirar o chapéu...O espírito aventureiro, que empurrou os portugueses para os oceanos, fez-nos – e a muita gente – como somos: língua, cultura, religião, costumes, vícios e manhas. Herança de um povo forte, incapaz de intimidar-se ante o desconhecido...”.
O recurso ao humor estende-se pelo livro, não creio que possamos sentir-nos ofendidos com passagens como esta “ Hoje se sabe que a Escola de Sagres, fundada pelo infante, não era uma escola no sentido exacto da palavra. Não aceitava alunos, não fornecia merenda, nem enfrentava greve de professores” ou ainda estoutra “Dom Sebastião não deixara filhos e nem tinha irmãos. Temporariamente, o regra-três-cardeal-infante-inquisidor Henrique voltou ao trono. Mas morreu pouco depois, deixando o problema para três sobrinhos: Huguinho, Zezinho e Luisinho. Ou melhor, dom António, prior do Crato...”.
Tem espírito aberto? Quer um livrinho para ficar bem disposto? Leia-o.
Alguma crítica foi mais severa, creio que não é caso para isso (minha conclusão: É mais forte aquilo que nos une que aquilo que nos separa). Somos um povo GRANDE e um GRANDE povo “Europa, Ásia, África, América. Séculos de navegação – onde havia terras, o português chegou. Alguma outra língua poderia inventar a palavra saudade?”.

"São demais os perigos desta vida
Pra quem tem paixão principalmente
Quando uma lua chega de repente
E se deixa no céu, como esquecida
E se ao luar que actua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto
uma mulher..."

Vinicius de Moraes

É tempo de Natal é tempo de solidariedade
Espírito de Natal
Seja solidário: um cobertor para Moçambique, uma chapa de zinco para Angola, um passe escolar para Cabo Verde, uma maleta de parto para a Guiné-Bissau...Saiba como aqui

"O degrau da escada não foi inventado para repousar, mas apenas para sustentar o pé o tempo necessário para que o homem coloque o outro pé um pouco mais alto".
Aldous Huxley
Quer dar uns toques na bola? Tem 10 minutos disponíveis? Clicke e ela mudará de cor, sim é possível, clicke aqui e divirta-se

No MSN há a possibilidade de aparecer “offline”, o que é dizer, invisível, sem ninguém se aperceber que lá estamos. Estamos mas não estamos, capicce?
Pois! É a velha técnica do camuflado, do disfarce, do camaleão, estando não estando vemos quem está, só não estamos nós que optámos por não estar estando. È uma opção, às vezes até nos convém, temos mais trabalho e não podemos derperdiçar um segundo, mas noutras vezes não temos disposição para aturar ninguém e então, não estamos, Quem se lembrou disso pensou muito bem, na vida real era óptimo isso acontecer, uma das vantagens era estar não estando, sim, podia não ser honesto mas dava jeito, a honestidade é outra coisa, vá lá, não entremos por aí, não estou cá agora, pum, estou “offline”. Mas também há quem não está estando nós, o que é perfeitamente legítimo e aceitável, nem ouso qualquer argumento para que estivesse estando ou não estando estivesse, nada disso, está muito bem assim. Mas sempre que estiver estando, estou. E se alguém estiver não estando, no problem at all, deixe-se estar. Assim estamos bem, fica tudo esclarecido.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008


Ela sentou-se, era sensual, nada de barriga à mostra, jeans pelo baixo ventre, nada disso, via-se-lhe um porte de elegância e um charme requintados, um jeito já hoje não muito comum de ver nas mulheres. Só nas garotinhas, bah! Felizmente, sentou-se na mesa mesmo em frente em que eu devorava um bábá e sorvia uma bica, ambos deliciosos. Ela sorriu, a sua vontade era igual à minha, vi-lhe isso no rosto, ela salivava enquanto o verde dos olhos se revelavam de esmeralda pura. Era notório que tinhamos algo em comum. O garçon abeirou-se dela e uns minutos depois trouxe-lhe uma bica e uma madalena. Deu um gole no café e apanhou o bolo olhando para mim sorrindo, foi só vontade, afinal. Tirou um livro da mochila e abriu-o, mas antes de depositar nele as esmeraldas que brilhavam no seu rosto, virou-o para mim e mostrou-me o título “Como não ceder às tentações”.
Eu sorri. Era uma quinta-feira de Dezembro, mês do Natal, das rabanadas, das filhós e dos sonhos .

As Palavras Escolhidas

não sei, não sei, não, não sei,
não sei, nem ninguém o sabe,
porque este dever me cabe,
dever ou devir, não sei.
outros, que um dia virão,
saberão e entenderão
o que nenhum de nós sabe.
outros dirão o motivo
porque é que me exprimo assim,
por que luto e por que vivo
tão alheado de mim.

António Gedeão,
in "Obras Completas", 2007

Comunicado

Na frente ocidental
nada de novo.
O povo
Continua a resistir.
Sem ninguém que lhe valha,
Geme e trabalha.
Até cair.

Miguel Torga


o 1º dia no novo emprego...a emoção é grande!!! clicke aqui e veja

- olá, então já mandáste a carta para o Pai Natal?
- oi meu, já seguiu, claro, pedi só uma coisinha, um aumento de 50% nos rendimentos aqui do velho para fazer face ao custo de vida, ou isso ou um tacho no banco central, e tu?
- eh pá, também só fiz um pedido, um subsídio prà mamã igual a 1% do que o Estado vai dar ao banco recém nacionalizado, quem sabe?!!!

Também no Público, hoje:
"Assembleia da Madeira retarda emissões em directo na internet para poder cortar "cenas desprestigiantes"
03.12.2008 - 09h20 Tolentino de Nóbrega
A emissão online do plenário da Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM) voltou ontem a ser retardada cinco minutos para permitir o corte de "cenas desprestigiantes" para este primeiro órgão do governo da região."

Sobre esta nova forma de os eleitores saberes dos trabalhos dos eleitos, o Presidente da Assembleia Madeirense afirmou que não se trata de censura, mas "Justificou-a como forma de evitar a emissão de episódios como o protagonizado por José Manuel Coelho, ao desfraldar a bandeira com a cruz suástica quando intervinha na tribuna".

Caricato tudo isto, muito pobre, pouco digno e retumbantemente ridículo para uma espécie de parlamento. A "barraca", em directo, só para os membros eleitos do psd. Ó povo, acordaiiii...
Hoje, no Público:
Pelo apoio judiciário prestado o Ministério da Justiça garantiu hoje que até ao final do ano serão "saldados todos os honorários já processados" pelo apoio judiciário prestado por advogados.
Numa nota de imprensa, o ministério de Alberto Costa informa que este ano "já foram pagos 31 milhões de euros" e que até ao final "vão ser pagos mais 20 milhões de euros".
Bolas! Ele é garantia e milhões para os Bancos etc etc e não se paga atempadamente aos jovens estagiários o que se lhes deve?!É preciso andar sempre a interpelar o MJ para receber!? Pobres estagiários,caso para dizer que ainda fiz o estágio em bom tempo...

foto da net
Ainda se ouve infelizmente falar em escravatura:
ONU revela que há mais de 27 milhões de pessoas afectadas
A escravatura continua a ser, 200 anos depois da sua abolição, uma realidade para mais de 27 milhões de pessoas em todo mundo que são vítimas de alguma forma de exploração. O alerta é feito por especialistas em direitos humanos e laborais das Nações Unidas, na véspera do Dia Internacional da Abolição da Escravatura.
"A escravatura não é história, 200 anos depois de ter sido oficialmente abolida. É uma realidade e, em muitas partes do mundo, tem evoluído de diversas formas e de maneira cruel", afirmou a relatora especial da ONU, Gulnara Shahinian.
Uma dessas formas é o trabalho forçado, que afecta hoje cerca de 12,3 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo os dados da OIT.

Novas formas de escravatura

A organização internacional alertou ainda que entre as novas formas de escravatura encontram-se igualmente inúmeros casos de trabalho doméstico e nos sectores da construção civil e da indústria.
Segundo os dados da OIT, cerca de 64 por cento do trabalho forçado é uma consequência da exploração económica por parte de agentes privados.
A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, não tem dúvidas em descrever a escravatura como "um crime contra a humanidade".

Aqui fica a denúncia.

D. João, filho de D. Jaime, pretendente ao trono, dirigiu-se ao pai e disse:
- Paizinho, sou gay.
- Não, meu filho - respondeu D. Jaime. Eu é que sou Guei, a mãezinha é gainha e tu és pguincipe.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008


para irmos aquecendo...o frio continua!

Da obra de José Eduardo Agualusa - "A Conjura": Entre 1880 e 1911, na velha cidade de S. Paulo da Assunção de Luanda, histórias se passaram que a História não guardou. Histórias de amores e de prodígios: rumores que persistem em antigas canções. Nessa época, de turbulentos sucessos e mudanças, quando nas ruas de Luanda se cruzavam as tipóias dos nobres senhores africanos com as quibucas de escravos e os degredados víndos do Reino se entranhavam pelos matos em busca de fortuna, nessa época todos os sonhos eram ainda possíveis.
Conhecemos as várias personagens da cidade e as suas desventuras até ao fatídico dia 16 de Junho de 1911, dia da tentativa falhada de revolta para obter a independência do país face à metrópole.

"Nunca se morre completamente. Daquele que parte fica sempre alguma coisa a lembrar a sua passagem pelos descaminhos da vida. Seja um fato velho no fundo de um armário; seja a amarelada fotogravura que alguém se esqueceu de deitar fora; seja o gesto que permanece além daquilo que o justifica: a mulher que de manhã continua a procurar na cama o corpo do marido que há tanto tempo já partiu; a mãe que na rua continua a dar a mão ao filhinho que há tantos anos já morreu. Seja ainda uns olhos que repetem o verde de outros olhos; o formato de um rosto que ressurge gerações após. Nada é imortal mas tudo permanece, diria Severino, sua sofismada maneira de desconsiderar a morte."

Gostei imenso e recomendo.

Carro movido a ar. O planeta agradece. Veja o video aqui. Parece que já estou a ver o governo a pensar onde nos vai tributar...no ar que respiramos???

Concentração de MOTARD na Amazónia

Numa das idas à Fnac para saber das novidades, revi a Deolinda, já tinha ouvido o Fado Toninho mas ainda não escutara outras musiquinhas. Gostei imenso e achei óptimo os mais novos darem valor ao que temos de mais belo,a nossa música popular portuguesa (MPP)inspirada pelo fado e as suas origens tradicionais. O Grupo foi formado em 2006 por 4 jovens músicos com experiências musicais diversas (jazz, música clássica, música étnica e tradicional)e procuram, através do cruzamento das diferentes linguagens e pesquisa musical, recriar uma sonoridade de cariz popular que sirva de base às composições originais do grupo. Óptimo.
E como sou dado a irreverências, nada como saborear também o Grande Manuel João Vieira numa das suas eloquentes cançonetas e que não é mais do que a sua versão do tema «My Favourite Things» ( Retirado de Um Mundo Catita, uma das melhores séries de humor portuguesas que ainda nenhuma televisão comprou). Preconceitos? I think so.

o Estado(isto é, todos nós) vai dar a mão (através de uma garantia/aval de 450 milhões) a mais um banco privado, neste caso, a uma pequenina instituição (que representa uma quota de mercado muito mas muito pequena, é um banquinho de gestão de fortunas).
No Público "O Estado vai garantir 450 milhões de euros de empréstimos concedidos por seis instituições nacionais ao Banco Privado Português e recebe de garantia activos do banco avaliados em 672 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal."

Não concordo. A iniciativa privada se não tem meios de subsistência, paciência, não é este banquinho que põe em causa a credibilidade do sistema financeiro do nosso país. Deve colocar em causa outros interesses...Uma desilusão!

Algumas vezes as maiores verdades são ditas a brincar. Aquela expressão, "estava a brincar" dita logo após um certo tipo de comentário, não é mais do que um "estou a dizer a verdade mas não tenho coragem de a assumir". Por um de dois motivos: ou por cobardia em assumir a posição real do que afirma, com as suas consequências, ou por simples temor reverencial do destinatário. É por isso que aprecio a frontalidade e honestidade intelectual.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

“Os homens perdem-se pelos olhos e as mulheres pelos ouvidos”.
Não tenho idéia quem o afirmou mas ficou-me no ouvido.

A 1 de Dezembro de 1640 um grupo de 40 fidalgos dirigiu-se ao Paço da Ribeira onde estavam a Duquesa de Mântua, regente de Portugal, e o seu Secretário, Miguel de Vasconcelos. A Duquesa foi presa e o Secretário morto. Portugal recupera então a independência sendo D. João IV, Duque de Bragança, aclamado rei com o cognome de "O Restaurador".

Que não se apague a memória daqueles que zelaram e garantiram a nossa independência e liberdade. Um caloroso Viva aos heróis da restauração e Viva Portugal.




brincadeiras na neve...o frio continua. Nestas imagens (recebidas via email) um fotógrafo brincou a mais. A última fotografia não exibo, o fotógrafo ficou um bocadinho "arranhado". O animal é belo mas é preciso ter cuidado com ele!