domingo, 16 de dezembro de 2007
Edifício do Povo na Expo 2010, em Shanghai, China. Espectacular.





Edifício em Shanghai (é de ver as imagens fixas e o vídeo )
Simboliza dois corpos arqueados que emergem - um do solo, outro da água – em direcção ao céu, unindo-se no topo e fundindo-se num monumental edifício único de formas arrojadas, semelhante a um tubo de aço perfurado e dobrado por uma força imensa.
O seu perfil sugere o caracter do alfabeto chinês que significa 'pessoas'. Assim será o Edifício do Povo na Expo 2010, em Shanghai, na China.
O Edifício do Povo (nome de código: REN) é um projecto de um colectivo de arquitectos e designers dinamarquês intitulado BIG (Bjarke Ingels Group). A forma peculiar deste edifício não é gratuita e comporta, na perspectiva da filosofia oriental, um simbolismo que vai para além da semelhança com o sinal caligráfico com o qual se identifica. Assim, o corpo que emerge da água é dedicado a actividades de cultura física, desportos, etc. já o corpo emergente da terra tem como destino actividades de 'enriquecimento espiritual' - centro de conferências e outras. No ponto de encontro, onde o edifício se torna um só, situa-se um hotel de 1000 quartos! 250 000m2 de área construída...
Para ver o video é só clickar no link, está formidável!!!
Políticos.....uma raça que dá dó...e não só
Recebi por e-mail o que passo de seguida...e adorei.
Um político, que estava em plena campanha, chegou a uma pequena cidade, subiu a um caixote e começou o seu discurso:
- Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui, convocados, reunidos ou ajuntados, para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual é transcendente, importante ou de vida ou de morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou ajunta, é a minha postulação, aspiração ou candidatura a Presidente da Câmara deste Município.
De repente, uma pessoa do público pergunta:
- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa?
O candidato respondeu:
- Pois veja, meu senhor: A primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como poetas, escritores, filósofos, etc.. A segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui. E a terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele bêbado, ali jogado na esquina.
De imediato, o bêbado se levantou, cambaleando, e respondeu:
- Senhor postulante, aspirante ou candidato! (hic) O facto, circunstância ou razão pelo qual me encontro (hic) num estado etílico, bêbado ou mamado (hic), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou, mesmo, ralé hic). E com todo o respeito, estima ou carinho que o Sr. me merece (hic) pode ir agrupando, reunindo ou ajuntando (hic) os seus pertences, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir direitinho (hic) à leviana da sua genitora, à mundana da sua mãe biológica ou à puta que o pariu!
Um político, que estava em plena campanha, chegou a uma pequena cidade, subiu a um caixote e começou o seu discurso:
- Compatriotas, companheiros, amigos! Encontramo-nos aqui, convocados, reunidos ou ajuntados, para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual é transcendente, importante ou de vida ou de morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou ajunta, é a minha postulação, aspiração ou candidatura a Presidente da Câmara deste Município.
De repente, uma pessoa do público pergunta:
- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa?
O candidato respondeu:
- Pois veja, meu senhor: A primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como poetas, escritores, filósofos, etc.. A segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui. E a terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele bêbado, ali jogado na esquina.
De imediato, o bêbado se levantou, cambaleando, e respondeu:
- Senhor postulante, aspirante ou candidato! (hic) O facto, circunstância ou razão pelo qual me encontro (hic) num estado etílico, bêbado ou mamado (hic), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou, mesmo, ralé hic). E com todo o respeito, estima ou carinho que o Sr. me merece (hic) pode ir agrupando, reunindo ou ajuntando (hic) os seus pertences, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir direitinho (hic) à leviana da sua genitora, à mundana da sua mãe biológica ou à puta que o pariu!
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Tratado de Lisboa - hoje, na nossa capital, foi assinado o tratado reformador da U.E.

O ponto polémico deste Tratado está na necessidade da sua entrada em vigor rapidamente para aumentar a coerência da projecção externa da União Europeia, o que faz com que não se consiga livrar da suspeição de os povos da Europa, se fossem consultados, poderem negar-lhe o apoio unânime. Por isso, provavelmente, vencerá o sentido prático da ratificação generalizada pela via parlamentar.
O Tratado de Lisboa introduz duas modificações essenciais na UE, reforçando a influência do Conselho Europeu e da Alemanha. O documento levou tempo a negociar porque altera as instituições e define um novo equilíbrio de poderes. Sem estas inovações, não seria possível avançar para novas políticas comunitárias nem alargar o número de membros.
A modificação das instituições resultou num Conselho Europeu mais influente, que terá um novo órgão, a presidência fixa, cargo que dependerá da personalidade que vier a ser escolhida. Uma figura forte dará origem a um órgão poderoso; mas o inverso também é verdadeiro. Este hipotético aumento de peso relativo foi conseguido à custa da Comissão, cujas modificações visam um incremento de eficácia.
A maior incógnita do novo Tratado será a de saber como se vão articular os Presidentes do Conselho e da Comissão. Uma eventual rivalidade entre os dois poderá ser desastrosa. A Comissão será mais pequena depois de 2014 e o número de comissários (incluindo presidente e vice-presidente) será igual a dois terços do número de países. A escolha é rotativa.
Há outras inovações, como o direito de petição e a simplificação da alteração dos tratados. Foi incluído um novo artigo (48.º) que facilita as ratificações e pode até ser interpretado como forma de acabar com a unanimidade nas revisões. Neste texto, está ainda prevista a consolidação das cooperações reforçadas, onde grupos de países avançam com políticas. O Parlamento Europeu também terá maior importância. As inovações estendem--se à política externa e à expansão das áreas onde haverá decisões por maioria qualificada.
No novo equilíbrio de poderes, são beneficiados os países com maior população. Ao mudar a forma de cálculo da maioria qualificada, o Tratado de Lisboa aumenta a influência da Alemanha e reduz a de países médios, como Portugal.
Nas regras de Nice, Portugal pesava 3,4% em cada decisão; após 2014, terá apenas 2%; a Alemanha sobe de 8,4% para 16,7%; a França, de 8,4% para 13,2%. Em resumo, Berlim terá maior facilidade em fazer aprovar ou bloquear decisões. A proporcionalidade é mais democrática, mas prejudica os pequenos países.
À parte tudo isto, hoje os grandes crânios (será????) da UE vieram passear-se a Lisboa, receberam até um vinho do Porto com sabor que remonta a 1957 e uma bela caneta de prata para assinarem o tratado como deve ser. Sim senhor.
E o povo de Lisboa até teve borlas no Metro e nos demais transportes públicos. Uma mera benesse que os "poderosos" democraticamente eleitos pelos respectivos povos concederam aos mesmos papalvos que os colocam no poder. Imaginem isto ocorrer na época medieval. Claro, isso mesmo, ainda agora, noite fora, estávamos a papar costeletas e febras no Terreiro do Paço ou na Praça da Figueira, cantando e entoando uns belos fados e guitarradas. Estes políticos não sabem fazer as cosias como deve ser. Enclausuram-se lá pelos gabinetes, afastam-se dos povos que os elegem e lhes dão tacho e depois é isto. Bah, fica aqui o meu protesto, não só por estas borlas miseráveis como pela impossibilidade de me deixarem referendar este tratado. O povo não sabe o que é que ele contempla? Não sabe ler? Pois...governar assim, também eu, aqui ou em qualquer dos países signatários que recusam o referendo.
Depois queixem-se ao ouvirem alguns dizerem que o Tratado foi feito nas costas dos eleitores e de que os europeus estão cada vez mais afastados dos políticos e das instituições europeias....Quem ganha com isto? Quem? Eles não é? Claro...Lá e cá...a política desilude-nos e os políticos fazem-nos concluir que tudo isto é um circo. Mas palhaços, palhaços são eles.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Hoje lembrei-me de voltar a rir com o humor dos Monty Phyton
Monty Python's Flying Circus é um famoso programa humorístico da TV inglesa que passou na BBC de 1969 à 1974. O "fenômeno Python" espalhou-se por shows, filmes, programas de rádio e livros, hoje eles são famosos por redefinir o humor britânico como nós os conhecemos atualmente e por inspirar milhares de comédias atuais.
O nome Monty Python foi escolhido porque eles o consideraram engraçado. Em seu documentário "Live at Aspen" (1998), o grupo revelou como o nome foi escolhido. "Monty" veio em tributo a Lord Montgomery, um lendário general britânico da 2ª Guerra Mundial. "Python" surgiu pois eles decidiram ter uma palavra que também soasse evasiva, e essa pareceu perfeita. Vários sketches, todos "very funny", o humor inglês deixa-me crazy...
O nome Monty Python foi escolhido porque eles o consideraram engraçado. Em seu documentário "Live at Aspen" (1998), o grupo revelou como o nome foi escolhido. "Monty" veio em tributo a Lord Montgomery, um lendário general britânico da 2ª Guerra Mundial. "Python" surgiu pois eles decidiram ter uma palavra que também soasse evasiva, e essa pareceu perfeita. Vários sketches, todos "very funny", o humor inglês deixa-me crazy...
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
A favor da abolição da castração das mulheres muçulmanas....



Acho um perfeito disparate a aplicação dos preceitos religiosos à mulher muçulmana...Que religião é esta que se permite castrar a liberdade individual,a dignidade da pessoa humana, transformando-a em mero objecto do homem (o homem muçulmano, claro, apenas)reduzindo a mulher à ínfima espécie????? Abaixo a burka...
Led Zeppelin....saudades
Os Led Zeppelin reencontram-se hoje, na O2 Arena de Londres, depois de terem facturado mais de três milhões de euros na mais concorrida das bilheteiras. A procura de bilhetes foi desenfreada está cllaro de ver
Os Led Zeppelin anunciaram a separação pouco depois da morte do baterista John Bonham (a 25 de Setembro de 1980). Desde então, três reuniões ensombram o passado recente do grupo. Em 1985 encontraram-se no palco americano do Live Aid (Filadélfia), com Tony Thompson e Phil Collins na bateria. Três anos depois, festejaram os 40 anos da Atlantic Records. E em 1995 receberam a distinção do Rock'n'Roll Hall of Fame, passando brevemente pelo palco. Em todas as ocasiões foram criticados por apresentações pobres e descomprometidas.
Hoje, em memória de Ahmet Ertegun (fundador da Atlantic), espera-se um concerto substancialmente diferente. Jimmy Page já anunciou duas horas de memórias, passagem por quase todos os álbuns da banda e a presença na bateria de Jason Bonham (filho de John Bonham). Contudo, uma reunião entre Page, Robert Plant (voz) e John Paul Jones (baixo) não surge "apenas" para evocar a memória de Ahmet Ertegun. Antes do anúncio do concerto, em Setembro, os músicos tinham já ensaiado em segredo a fim de avaliarem a viabilidade de uma nova reunião.
Com a decisão tomada, mais de um milhão de pessoas asseguraram a pré-inscrição para a compra de um bilhete de 125 libras (173 euros, além da taxa de reserva do ingresso). Mas apenas 18 mil vão estar na O2 Arena, 14 dias depois da data inicialmente prevista. O concerto deveria ter ocorrido a 26 de Novembro mas Jimmy Page fracturou um dedo e adiou o encontro.
Jimmy Page já confessou estar nervoso por voltar ao palco com os Led Zeppelin, mas adianta que a banda pode continuar a tocar (o festival de Bonaroo, nos EUA, é uma hipótese) e voltar ao estúdio. Robert Plant assume que o grupo é composto por "três velhos rabugentos", unidos pela vontade de Jason Bonham. E John Paul Jones, eternamente céptico, revelou apenas que a música resulta e isso é "o mais importante". Hoje, todas as dúvidas são esclarecidas.
E porque os Led Zeppelin fazem parte da minha juventude, aqui fica a saudade.
A big hug guys.
Os Led Zeppelin anunciaram a separação pouco depois da morte do baterista John Bonham (a 25 de Setembro de 1980). Desde então, três reuniões ensombram o passado recente do grupo. Em 1985 encontraram-se no palco americano do Live Aid (Filadélfia), com Tony Thompson e Phil Collins na bateria. Três anos depois, festejaram os 40 anos da Atlantic Records. E em 1995 receberam a distinção do Rock'n'Roll Hall of Fame, passando brevemente pelo palco. Em todas as ocasiões foram criticados por apresentações pobres e descomprometidas.
Hoje, em memória de Ahmet Ertegun (fundador da Atlantic), espera-se um concerto substancialmente diferente. Jimmy Page já anunciou duas horas de memórias, passagem por quase todos os álbuns da banda e a presença na bateria de Jason Bonham (filho de John Bonham). Contudo, uma reunião entre Page, Robert Plant (voz) e John Paul Jones (baixo) não surge "apenas" para evocar a memória de Ahmet Ertegun. Antes do anúncio do concerto, em Setembro, os músicos tinham já ensaiado em segredo a fim de avaliarem a viabilidade de uma nova reunião.
Com a decisão tomada, mais de um milhão de pessoas asseguraram a pré-inscrição para a compra de um bilhete de 125 libras (173 euros, além da taxa de reserva do ingresso). Mas apenas 18 mil vão estar na O2 Arena, 14 dias depois da data inicialmente prevista. O concerto deveria ter ocorrido a 26 de Novembro mas Jimmy Page fracturou um dedo e adiou o encontro.
Jimmy Page já confessou estar nervoso por voltar ao palco com os Led Zeppelin, mas adianta que a banda pode continuar a tocar (o festival de Bonaroo, nos EUA, é uma hipótese) e voltar ao estúdio. Robert Plant assume que o grupo é composto por "três velhos rabugentos", unidos pela vontade de Jason Bonham. E John Paul Jones, eternamente céptico, revelou apenas que a música resulta e isso é "o mais importante". Hoje, todas as dúvidas são esclarecidas.
E porque os Led Zeppelin fazem parte da minha juventude, aqui fica a saudade.
A big hug guys.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Ainda Carl Sagan.....
O estilo de Sagan é cativante e inconfundível, e no final do primeiro capítulo do seu livro “Contacto”, ele exibe humildade perante o universo e dúvida, mas ao mesmo tempo abertura perante a ideia de Deus:
“Será que tentar perceber de alguma maneira o universo revela uma certa falta de humildade? Creio que é verdade que a humildade é a única resposta adequada perante o universo, mas não uma humildade que nos impeça de procurar descobrir a natureza do universo que estamos a admirar. Se procurarmos essa natureza, então o amor pode ser inspirado pela verdade, em vez de se basear na ignorância ou na auto-ilusão. Se existe um Deus criador, será que Ele ou Ela ou Isso ou seja qual for o pronome apropriado preferiria uma espécie de cepo embrutecido que o adorasse sem nada compreender? Ou preferiria que os seus devotos admirassem o universo real em toda a sua complexidade? Quanto a mim, parece-me a ciência é, pelo menos parcialmente, adoração informada. A minha crença mais profunda é que, se existe um deus vagamente do género tradicional, então a nossa curiosidade e inteligência provêm desse deus. Não saberíamos apreciar esses dons se reprimíssemos a nossa vontade de nos explorarmos a nós próprios e ao universo”.
Surgiram e ainda surgem hoje várias interpretações e formas diferentes de abordar o Conhecimento, mas também penso que uma das vias para o Saber passa pelo questionar e questionar sempre.Porém, ao contrário de Sagan, parto do princípio que tudo isto não é fruto do acaso, é para mim impossível que a nossa existência e o próprio Cosmos seja só fruto da natureza e da evolução. Há mais. Há algo mais, e esse mais é Deus, Que nos limitou, talvez para dar mais encanto à vida, e esse encanto passa por todas as teorias (filosóficas e científicas)que existem entre nós que O tentam compreender,
inclusivè negar. Eu não O nego. E insisto na frase de Louis Pasteur " Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima".
“Será que tentar perceber de alguma maneira o universo revela uma certa falta de humildade? Creio que é verdade que a humildade é a única resposta adequada perante o universo, mas não uma humildade que nos impeça de procurar descobrir a natureza do universo que estamos a admirar. Se procurarmos essa natureza, então o amor pode ser inspirado pela verdade, em vez de se basear na ignorância ou na auto-ilusão. Se existe um Deus criador, será que Ele ou Ela ou Isso ou seja qual for o pronome apropriado preferiria uma espécie de cepo embrutecido que o adorasse sem nada compreender? Ou preferiria que os seus devotos admirassem o universo real em toda a sua complexidade? Quanto a mim, parece-me a ciência é, pelo menos parcialmente, adoração informada. A minha crença mais profunda é que, se existe um deus vagamente do género tradicional, então a nossa curiosidade e inteligência provêm desse deus. Não saberíamos apreciar esses dons se reprimíssemos a nossa vontade de nos explorarmos a nós próprios e ao universo”.
Surgiram e ainda surgem hoje várias interpretações e formas diferentes de abordar o Conhecimento, mas também penso que uma das vias para o Saber passa pelo questionar e questionar sempre.Porém, ao contrário de Sagan, parto do princípio que tudo isto não é fruto do acaso, é para mim impossível que a nossa existência e o próprio Cosmos seja só fruto da natureza e da evolução. Há mais. Há algo mais, e esse mais é Deus, Que nos limitou, talvez para dar mais encanto à vida, e esse encanto passa por todas as teorias (filosóficas e científicas)que existem entre nós que O tentam compreender,
inclusivè negar. Eu não O nego. E insisto na frase de Louis Pasteur " Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima".
Na busca da Verdade, buscando sempre....

O HOMEM QUE FAZIA PERGUNTAS
Texto de NUNO GALOPIM saído no "Diário de Notícias" de 29/10/07 sobre o livro de Carl Sagan recentemente publicado em português "As Variedades da Experiência Científica":
Textos inéditos de Carl Sagan são agora reunidos em 'As Variedades da Experiência Científica', livro que abre uma colecção na qual a Gradiva vai republicar a integral da sua obra. Seguem-se, brevemente, as reedições de 'Sombras de Antepassados Esquecidos' e 'O Cérebro de Broca'..
"Se não concordares com um homem, deixa-o viver. Não encontrarás outro em cem milhões de galáxias..." Esta é a frase de Carl Sagan de que Ann Druyan mais gosta. A mulher que com ele viveu e agora assina a introdução de As Variedades da Experiência Científica, livro de inéditos que a Gradiva acaba de lançar entre nós, falou em exclusivo ao DN sobre estes textos e o homem que os deixou. Este é um livro que junta uma série de ideias apresentadas em conferências e que reflecte sobre temas caros a Carl Sagan, nomeadamente um antigo debate entre o pensamento religioso e o científico.
"O que torna a ciência tão poderosa é a sua capacidade para questionar, incessantemente, as coisas. E essa é uma diferença fundamental", explica Ann Druyan, para quem o verdadeiro antagonismo não se estabelece entre a ciência e a religião, mas sim entre aquela e o fundamentalismo. "Não creio que esta possa coexistir com o fundamentalismo", sublinha. "São perspectivas radicalmente distintas sobre o mundo. Enquanto uma diz que não se pode questionar nada, a outra defende que se deve questionar absolutamente tudo! A única coisa sagrada é poder questionar. Fazer perguntas, usar o pouco que sabemos para poder gerar novas questões. As metodologias são diferentes, assim como os seus objectivos distintos", sublinha.
Ann Druyan recorda, todavia, o grande interesse de Sagan pela reflexão sobre o divino. E lembra inclusivamente um encontro a que teve "o privilégio de comparecer" com o Dalai Lama. Desse momento lembra que terão discutido que, "se a ciência descobrisse uma nova forma de encarar qualquer coisa que contradissesse os fundamentos do budismo, então o budismo teria de ser repensado".
Sagan era agnóstico "como a ciência o pede", explica Ann Druyan. Ou seja, "na ausência de factos, de evidências, só se pode viver com a pergunta". Era, como lembra, "um agnóstico na verdadeira essência da palavra: não sabia. Não era, portanto, ateu. De resto, Carl dizia que o ateísmo era uma forma de reacção ao excesso de zelo religioso. Excessos, alguns, horrendos. Mas sabia que não havia uma resposta científica para Deus." E da dúvida nasceram reflexões, muitas, algumas delas apresentadas neste livro agora publicado.
Ann Druyan partilha muitos destes ideais. E com Sagan viveu muitas das suas dúvidas e reflexões. Ainda hoje debate estes temas. E acrescenta que, muitas vezes, algumas "religiões tornam-se ortodoxas, ficam agarradas a uma visão única das coisas". Ressalva que a ciência faz o oposto. "E por isso é que a ciência nos leva ao exterior do sistema solar. Chegámos a muitas das luas dos planetas exteriores..." Ou, como depois acrescenta, permite-nos contemplar "a consciência da vastidão do cosmos. Podemos ver dez mil galáxias numa mesma imagem do Hubble... Permite ter uma perspectiva mais abrangente".
No texto de introdução às "Variedades da Experiência Científica", Ann Druyan sugere que, à sua maneira, Carl Sagan obtinha um "conforto espiritual" na ciência. Ao DN explicou o que queria dizer com estas palavras: "Se [Carl] pudesse responder a uma boa questão, se pudesse ir em busca de uma resposta, ele tinha esse tipo de conforto. Tinha uma curiosidade apaixonante."
È isto que nos deve mover sempre, questionar, questionar sempre, para compreender, ou tentar compreender. E é com estas mentes priveligiadas que vamos mais além, avançando passo a passo.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Mais uma citação, esta bastante adequada a muito "Papagaio". Em bastantes Parlamentos, por exemplo, deveria ser afixada, oficialmente.
Uma das citações mais conhecidas de Mark Twain:
«É melhor manter a boca fechada e parecer estúpido do que abri-la e não deixar margem para dúvidas».
«É melhor manter a boca fechada e parecer estúpido do que abri-la e não deixar margem para dúvidas».
E neste cair de mais uma noite de outono, fria, puxo pelo Fernando Pessoa e penso, relaxadamente, enquanto a chuvinha cai batendo na minha vidraça...

"Se alguém bater um dia à tua porta,
Dizendo que é um emissário meu,
Não acredites, nem que seja eu;
Que o meu vaidoso orgulho não comporta
Bater sequer à porta irreal do céu.
Mas se, naturalmente, e sem ouvir
Alguém bater, fores a porta abrir
E encontrares alguém como que à espera
De ousar bater, medita um pouco. Esse era
Meu emissário e eu e o que comporta
O meu orgulho do que desespera.
Abre a quem não bater à tua porta!"
Fernando Pessoa, 5-9-1934.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Para saber um pouco mais da Bossa-Nova
E porque gosto imenso de Bossa-Nova, aqui fica a sua história breve e resumida. É so clickar no título acima.
domingo, 2 de dezembro de 2007
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