sexta-feira, 12 de dezembro de 2008



O Olhar

Eu sentia os seus olhos beber os meus;
longamente bebiam, bebiam;
bebiam
até não me restar nas órbitas nenhuma
luz, nenhuma água,
nem sequer o sinal de neles ter chovido
naquele inverno.

Eugénio de Andrade, rente ao dizer

2 comentários:

mfc disse...

Ele sabia como fazer parecer as coisas simples e belas.

Flip disse...

mfc
concordo plenamente :-)