quinta-feira, 9 de abril de 2009


Ele acendia o cigarro com aquele velho isqueiro zippo que ganhara de um amigo na guerra. Aquele zippo era como um cão, seguia-o para todo o lado, lembrava-lhe o tempo em que mais sofreu, dizia ele enquanto mergulhava os olhos no chão, pensativo. O zippo sabe porque ambos passámos e é um companheiro silencioso, dizia ele. Um dia ele perdeu o zippo, e só pensava que no dia seguinte não poderia fumar.

1 comentário:

Maria Eduarda disse...

E zás! Deixou de fumar... o zippo pirou-se convencido que lhe fazia um favor.