pormenores de Cascais - foto flipvinagre
Bebido o luar,
ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.
Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.
Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.
Sophia de Mello Breyner Andresen
2 comentários:
Belissimo poema e extraordinário «pink», Flip! Gosto imenso do efeito de uma pincelada forte no meio de um casario pálido. :-)
Luísa
este edifício faz parte do Largo Camões, e emprestaram-lhe esta cor soberba, também gostei
:-)
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